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Mulheres dialogam sobre Governança no Encontro Nacional de Legislativos Municipais, em Brasília


Nesta semana, vereadores e vereadoras de todo o país participaram do Encontro Nacional de Legislativos Municipais, em Brasília. O evento, que ocorreu entre os dias 7 e 10 de fevereiro, no Hotel Brasília Imperial, contou com a participação de diversos especialistas, que puderam palestrar sobre os mais variados assuntos. A diretora de Governança do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP) e fundadora da Rede Governança Brasil (RGB), Cristiane Nardes, por exemplo, falou sobre a importância de ter mulheres na Governança Pública e sobre o trabalho voluntário desenvolvido pela RGB ao longo dos últimos anos.


No início da sua palestra, ela mostrou um vídeo que comparava o Brasil a um condomínio, e, de uma forma leve, explicou como funciona a Governança Pública no nosso país. Depois disso, ela fez os vereadores e vereadoras refletirem se eles estão produzindo mudanças para gerar resultados.


“Eu gosto muito de citar um trecho do livro do Daniel Goleman, chamado O poder da inteligência emocional: Primal Leadership, que diz que apenas 2% da população humana são os que de fato produzem mudanças; 13% veem as mudanças acontecer e às vezes até apoiam e auxiliam; e 85% da massa mundial não percebem o que está acontecendo e vão seguindo o rebanho. Então, aqui, fica uma pergunta para vocês: vocês fazem parte deste 2% ou ainda tem muito o que fazer para melhorar?”, questionou.


A partir daí, Cristiane Nardes começou a apresentar vários dados referentes às mulheres, o que deixou grande parte da plateia impressionada; principalmente, quando ela falou que o Brasil está na posição 94˚ no índice de desigualdade de gênero (IDG), na comparação entre 146 países, ficando bem atrás de países como o Moçambique (34º) e Bolívia (51º). Após explicar a evolução da Governança no Brasil, Cristiane Nardes falou do sucesso do Programa de Mentoria para Prefeituras e Câmaras de Vereadores Municipais, que já atingiu mais de 3 milhões de pessoas até o momento.


A professora e vereadora em Chapadão do Sul (MS), Almira Conelheiro Alves Souza, ficou extremamente feliz por ter participado da palestra.


“Foi uma enorme alegria, uma surpresa para mim, participar desta palestra! É impressionante a gente perceber que a mulher ainda está muito aquém do que ela pode fazer. A gente sabe que a mulher tem uma capacidade incrível e a gente vê isso no dia-a-dia: ela cuida da casa, dos filhos, da parte financeira, ainda trabalha, distribui os trabalhos e faz isso maestria. Então, as mulheres tem uma sensibilidade para lidar com estas questões de organização muito grande. Além disso, a mulher é muito humana. Então, as ações da mulher geralmente são muito humanizadas. Tudo isso traz para nós, mulheres, condições para ocupar altos cargos. A gente tem condições e somos capazes”, enfatizou.


Quem também palestrou no Encontro Nacional de Legislativos Municipais foi a Ludmila Pereira de Souza do Couto Maciel, servidora pública do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), responsável pelo projeto de implantação da Gestão de Riscos do órgão; voluntária na RGB nos comitês de Governança e Gestão de Riscos, Governança na Prática e Planejamento Estratégico; é professora no IGCP na área de Gestão de Riscos; e especialista em Gestão Pública e Gestão de Projetos.


Seu intuito foi sensibilizar os vereadores e vereadoras sobre a importância da Gestão de Riscos como um mecanismo de Governança e mostrar a aplicação da metodologia para a tomada de decisões dos gestores públicos. Ela apresentou as etapas do processo de gestão de riscos e três casos práticos de aplicação: o primeiro com o uso de dados de contextualização para identificar os riscos, estabelecer controles de políticas públicas aplicadas à área de educação, inclusão digital e infraestrutura.


O segundo caso foi em relação ao uso da tomada de decisão em relação à dispensa de licitação em caso de emergências. Neste caso, ela mostrou que, mesmo numa situação de crise energética, o TCU pode responsabilizar o gestor que não souber planejar e fazer uso da dispensa de licitação do artigo 75, inciso VIII; ou seja, casos de emergência ou de calamidade pública, pois os dados em relação a essa situação estão disponíveis no site da ONS e precisam ser utilizados pelos gestores.


E por fim, o terceiro caso foi sobre a tomada de decisões em relação àqueles riscos raros, mas que causam impacto muito significativo para a organização e para a sociedade, até com a consequência de perda de vidas. Esses riscos, por serem raros, não são priorizados pela metodologia, mas devem ser observados pelos gestores que precisam providenciar planos contingenciais como controles.


A apresentação da Ludmila também contou com a presença várias vereadoras, inclusive uma que lhe entregou um certificado. “Ver a presença cada vez maior de mulheres na política é incrível”, disse a palestrante.


Assessoria de Comunicação do IGCP

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