Buscar

Integrantes da RGB debatem combate à corrupção e programas de integridade em Encontro da Governança

Atualizado: 3 de out.


Foto: Encontro Governança


Membros da Rede de Governança Brasil (RGB) e convidados se reuniram na noite de quinta-feira (09.12) no “Encontros da Governança: O combate à corrupção e o programa de integridade”, promovido pelo Comitê Anticorrupção e Compliance, e organizado pela Diretoria Institucional da RGB. O evento, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da RGB, contou com o apoio do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP) e do Comitê Governança em Educação da RGB.


Os participantes promoveram um amplo debate sobre o impacto da corrupção e o como os programas de integridade podem auxiliar os setores público e privado. A pauta foi alusiva ao Dia Internacional contra à Corrupção, celebrado anualmente no dia 9 de dezembro.


Abrindo a discussão, o professor e presidente do Conselho de Administração da RGB, Luiz Antônio Valle, ressaltou que as pessoas começaram a compreender a importância de um programa de integridade. “Dentro de um contexto de governança, os programas de integridade se tornaram praticamente essenciais. A adoção é fundamental em qualquer organização, seja pública ou privada, sendo naturalmente uma importante ferramenta de governança”, disse.


O professor explicou que a governança está inserida, antes de tudo, nos pilares da liderança, estratégia e controle, e que o programa de integridade, junto com esses conjuntos de regras, são ferramentas fundamentais para o combate à corrupção.


“Os programas de integridade e compliance estão dentro de um contexto maior da governança e é necessário, na minha visão, criarmos a cultura da governança no Brasil para que ela seja uma forma preventiva em relação à corrupção”, comentou.


Ainda durante a explanação, Valle refletiu sobre o contexto histórico do país. “O Brasil sofre do flagelo da corrupção desde época do império. Nós temos documentado cartas nas quais já se reclamava dessa questão da corrupção”, lembrou.


Programa de Integridade da RGB


O presidente do Conselho de Administração da RGB comentou também que o Programa de Integridade da RGB está em fase de conclusão. A coordenadora do Comitê Anticorrupção e Compliance da RGB, Danila Duarte, lembrou que o processo de elaboração do projeto começou em dezembro do ano passado.


“Aplicamos uma pesquisa de percepção para os voluntários. O objetivo da pesquisa era entender qual era a visão desses voluntários em relação à maturidade da integridade da RGB. Essa pesquisa trouxe dados importantíssimos que foram levados para a alta direção e a partir daí decidimos iniciar a implementação do nosso programa de integridade”, relatou.


“A construção não é fácil. Basicamente a gente acaba encontrando uma série de desafios, sempre tentando trabalhar na solução dos problemas que são bem complexos. Por isso, um dos principais temas enfrentados por qualquer profissional que trabalha com esse tema é de falta de convencimento da alta direção”, explicou o coordenador do Comitê Anticorrupção e Compliance da RGB, Bruno Ferola.


Apoio e Execução de um Programa de Integridade


Para a executiva de Governança, Riscos e Compliance, Olga Pontes, uma das convidadas, é preciso que os profissionais da área cheguem preparados aos setores competentes. “Podemos chegar numa cultura de integridade forte e sólida se começarmos a investir de fato na educação”, analisou.


“Para vivenciar uma cultura de integridade devemos ter, concomitantemente e harmoniosamente, um conjunto que eu chamo de liderança formal e liderança moral”, disparou.


Com grande experiência e expertise na área de compliance, o diretor da BRF, Reynaldo Goto, contou que os clientes estão cada vez mais exigentes, não só com temas relacionados à governança, mas também temas ambientais e sociais. “Os programas de integridade se fazem muito importante nos processos de crescimento [organizacional]...”, explicou o convidado.


Impacto de Programa de Integridade nas organizações


O crescimento das muitas organizações tem influenciado a adoção dos programas de integridade. Uma das membros do Conselho de Ética da RGB, Marcella Blok, comentou sobre esse impacto. “Acho que um programa de integridade na governança pública e privada é um divisor de águas na cultura da integridade, é uma quebra de paradigmas”, disse.


“Integridade é um princípio da governança. Dentro do Decreto nº 9.203/2017 também fala da integridade como competência da liderança”, comentou a integrante do grupo de estudos da RGB/ENAP, Mariana Montenegro.


Montenegro analisou que a corrupção causa vários danos, inclusive a desigualdade. Entretanto, a falta de credibilidade nas instituições acaba sendo, muitas vezes, um dano irreversível, gerando um círculo vicioso de descrédito e problemas de liderança.



Assessoria de imprensa da RGB